terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Reflexões em dia de chuva

Bom dia chuvoso por aí?
Finalmente tá chovendo em Bady Bassitt e a temperatura baixou um pouco, tá bem agradável nesse momento.
Eu tô às voltas com as resoluções da vida, mudando ou querendo mudar um monte de coisa no sentido prático (casa, relações afetivas/familiares).
Desencanei de "projeto sei-lá-o-quê" quando andei revendo meus hábitos. Percebi que eu tenho uma alimentação muito saudável e bebo água o suficiente, além de me exercitar o mínimo de 3x na semana (em geral são 5x/semana, mas quando não dá, são 3x e já tá bom). Também desenvolvi uma consciência de que, por mais que a comida esteja maravilhosa, não é a última do mundo e não preciso comer tudo. Como de tudo, mas muito menos quantidade.
Planejei emagrecer 20 kg em 2013, cheguei a eliminar, de fato, "só" 16 kg. Ain, que fracassada, não cumpre metas, enrola, engana os outros, se engana, etc, etc, etc.
NÃO, gente, eu não fracassei. Muito pelo contrário, me descobri muito mais forte que achei que fosse. Eu quis "parar" tudo e viver de fast food muitas vezes ao longo desse ano. Mas o pensamento sempre era de que eu precisava mudar pra vida e não somente pra emagrecer os 20 kg prometidos, que se voltasse aos antigos hábitos ia ferrar de novo com a saúde, ia voltar a ficar indisposta, ir ter dificuldade de cruzar as pernas, amarrar os sapatos, a toalha ia voltar a não dar a volta toda no meu corpo, comprar roupa ia voltar a ser um inferno. Eu decidi ter mais qualidade de vida, eu quero viver mais, quero viver melhor, quero me soltar, ter outras experiências, usar biquini sem neura, quero VIVER sem me esconder porque estou gorda.
Porém, eu não posso virar escrava do viés estético do emagrecimento. Dei uma pirada com isso, voltei a me achar imensa, mesmo usando agora 44 (com folguinha), sendo que usava 50/52 quando decidi mudar a vida. Eu não me propus a emagrecer somente pra me sentir bonita e usar roupas "normais". Eu quis emagrecer pra me sentir melhor fisicamente também, mas foi principalmente pra ter equilíbrio emocional que entrei nessa, pra tratar minha compulsão por comida,  me aceitar, gostar de mim. Sempre tive muita dificuldade de me ver como sou (ainda tenho, aliás), mas pude aprender que mesmo com 95 kg eu era linda e devia ter me visto assim, realmente como sou e não como um elefante obeso mórbido, feio, sozinho, nojento e repugnante.
Não sou só o meu peso, não quero ser só isso, não quero resumir a minha vida a quantos kg eu emagreci ou ainda pretendo emagrecer. Não pretendo viver só de coisas light/diet/fit, quero poder fazer as melhores escolhas do momento, sem deixar de curtir um churrasco ou uma saída com amigos. Mesmo porque, essas situações são pouco frequentes e o que importa, de verdade, é ter hábitos saudáveis diários e constantes.
O que importa pra mim agora, é não descontar a raiva no chocolate, é não tapar os buracos emocionais  com queijo e presunto, não chorar abraçada com a pizza e isso eu já não faço mais. Ponto pra mim que tô aprendendo a fazer as coisas do meu jeito, no meu tempo e pra mim, única e exclusivamente pra mim.




2 comentários:

Bruna disse...

Acho que a parte mais importante nesse processo todo é isso, mudar a cabeça, parar de deixar a fome emocional tomar conta de tudo. Ver que realmente vale a pena ser mais saudável até por uma questão de saúde e bem estar, não só pela estética... curti bastante.

Espero que em 2014 meus pensamentos estejam alinhados ao seus colocados neste post.

JULIANA PAIVA disse...

Muito forte! Tenho certeza que 2014 será um ano de muitas conquistas para você!

Sereimagraaa.blogspot.com.br